
Em frente ao Náutico agremiações de juízo e de causaFora da ordem, a deriva na rua
Lixo no chão, lixo nas urnas
Caos na imensidão de doutores votantes
Papéis que voam além cédulas que compra amizade
Subornam sorrisos, adquirem a falsa manifestação
Bandeiras que se enrolam a transparência que não vem
Mas, pra valer tem que ter poder
Tem que gastar sem chorar na dose
Pra valer tem que se exibir até na Rosalina
Pregar no jangurussu
Esconder-se na Aldeota
Aparecer no horário da TV
Pagar prostitutas na ordem do patrono bacharel
Pra valer, tem que se vender o novo
Ser o original, o moderno
Situação ou oposição, mas tem que ser o senhor herói dos filmes de ficção
Na rua, papéis que voam e voltam
Que ultrapassam o limite da areia
E chegam ao mar
Na rua tem cabo eleitoral que pede voto
Ofertam vantagem daqui, vantagem dali
E o monte de papel no chão a desvendar toda sujeira
Do O que vai A despedida do B
A se entrançar nos dejetos da rua
Que os tribunais de esquemas e justiça tentam barrar
Pra valer ser advogado de honra e de conversa
É plausível amassar bem o papel
Pra valer a campanha tem que sujar o chão
Rasgar todo o diploma
Pra sobreviver tem que ser imundo
E se lambuzar ao chão
Tem que ser depravado e morrer no plano do asfalto
Pra valer a pena tem que emporcalhar o sistema
Aceitar ofertas do senhor dos papéis
No patrocínio que livra as grades
Pra valer é preciso beber com as sentenças
E fazer amor no escuro com a poluição.






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