Fortaleza terra de jangadas que enfrentam navios cargueirosResistência que navega contra a maré do mundo estrangeiro
Poluição que impulsiona o desenvolvimento
Vento que leva a vela sem a loucura do consumo
Cargas, turistas e pescadores
Todos no mar de todos
Ainda verde com dejetos boiando
Na fotografia submersa as ondas que levam
Na fumaça que queima os pixels do céu
Embarcação que vai, jangada que chega
De contêiner sem fiscalização, a trouxas de peixes na ativa inspeção
Lá vai ao mar os estrangeiros, os visitantes e os nativos do mundo inteiro
Todos deslizando nas águas verdes
Todos apreciando a orla da cidade do riso
Levando e trazendo produtos
Trabalhando, e na ociosidade inativa dos flashes
Jangada que teima e vim, navio que teima em levar
Na plana superfície a chaminé é mais alta que o mastro
O ferro é mais resistente do que a madeira
O motor mais veloz do que o vento
Mas, a jangada ainda resiste às ondas, o vento, o tempo
De poluição no ar, contra direção da ventania, indo de encontro ao gigante das águas
Toras de madeira leve que conduzem os guerreiros pescadores
Cestos que guardam a teimosa tradição do Ceará
Âncoras que param o cargueiro e estacionam a jangada na beira do mar.
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Imagem registrada pelas lentes dos RI’s, na Avenida Beira Mar de Fortaleza, neste sábado à tarde (07/11).






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