Será que querem encobrir a repercussão da “Operação Luxo” colocando o suposto “vazamento” de informação, dos nomes dos bandidos da ostentação, que o jornal O Povo publicou (e os concorrentes ficaram imobilizados sem tentar apurar) como foco principal da notícia? Coisas de Brasil mesmo. Acontece isso sempre que prendem os barões da república em esfera nacional. Lembram dos grampos que tirou o brilho e o foco do banqueiro ladroeiro Dantas?O jornal Diário do Nordeste estampa hoje em suas páginas: “Ministério Público apura ‘vazamento’”. Já o jornal O Povo não tocou no assunto hoje em suas páginas (evitou polemizar a matéria).
Esta briga toda de justiça e veículos de comunicações veio a tona por conta de que parecia ser obrigatório preservar os nomes dos envolvidos na parada luxuosa. É incrível a capacidade que os ricos têm de juntar forças nestas horas conflituosas, mesmo estando atolados a marginalidade. Nestes momentos de guerrilha aparecem macacos de todos os lados para tentar salvar os amigos. Lógico que amizade conquistada a base do escrúpulo interesse individual. Parece que para todos, o mais natural, neste caso de “Operação Luxo” era tudo permanecer no mistério absoluto do calabouço da justiça, para que todos ficassem a se perguntar quem teria sido os presos da podre luxúria. Enquanto a imprensa local não fala mais nada sobre o caso (será que continuam presos mesmo? Terá mais gente da grana envolvida?). O esquecimento e falta de indignação por aqueles que ficam raivosamente furiosos pelos que roubam um pedaço de pão para saciar sua fome, e se calam diante um fato tão escandaloso como este acontecido.
A rede criminosa local envolvia quatro empresas e atuavam em crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas, contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, e delitos praticados com ramificação nos Estados Unidos. Em Fortaleza foram presos Elisa Gradvohl, Gil Bezerra e Robert Gil Bezerra Gradvohl (da Indústria Naval do Ceará, Inace), e José Antônio do Carmo Nogueira (da empresa Marimar Navegação). Ache bom ou ache ruim, ficaremos na vigília, é isto!




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